Asma

A hiperreatividade reversível das vias aéreas é a marca da doença. A obstrução à saída do ar devido ao estreitamento das vias aéreas inflamadas determina os sintomas.

Os pacientes apresentam episódios recorrentes de chiado, falta de ar, opressão torácica e tosse, sobretudo à noite ou no início da manhã. Esses sintomas são reversíveis espontaneamente ou após tratamento com broncodilatadores e antiinflamatórios.

A inflamação crônica da asma associada a crises frequentes, se não tratadas adequadamente, podem gerar um remodelamento das vias aéreas. Assim, a obstrução ao fluxo de ar, inicialmente reversível, pode evoluir para uma obstrução irreversível.

Dessa forma, o paciente pode sofrer limitações respiratórias, por vezes graves, comprometendo a qualidade de vida.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

Os sintomas mais comuns da asma são: falta-de-ar, tosse crônica, chiado, opressão ou desconforto torácico. Sugerem fortemente o diagnóstico de asma: a variabilidade dos sintomas; o desencadeamento dos sintomas por irritantes (como fumaças, odores fortes e exercício) ou por aeroalérgenos (como ácaros e fungos); a piora dos sintomas à noite e a melhora espontânea ou após o uso de medicações específicas para o broncoespasmo.

O exame físico do asmático geralmente não apresenta grandes alterações. A ausculta pulmonar pode trazer sinais característicos, mas a ausência não descarta a presença de asma.

EXAMES COMPLEMENTARES

O teste diagnóstico mais utilizado na prática clínica é espirometria (antes e após o uso de broncodilatador). Testes de broncoprovocação e medidas seriadas de Pico de Fluxo Expiratório também podem ser utilizados.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Algumas doenças podem apresentar características parecidas com a asma. As principais são: rinossinusite, síndrome de hiperventilação alveolar e síndrome do pânico, obstrução de vias aéreas superiores, disfunção das cordas vocais, DPOC e outras doenças obstrutivas das vias aéreas inferiores, insuficiência cardíaca e doenças da circulação pulmonar.

AS CRISES

As crises da asma, chamadas exacerbações, são manifestações temidas pelo paciente asmático. Elas trazem transtorno e risco de vida se não tratadas de forma adequada e precoce. Portanto, o reconhecimento da crise pelo paciente é fundamental para um desfecho favorável. As causas mais comuns das exacerbações são: infecções virais e exposição a alérgenos ambientais. Poluição ambiental e exposição ocupacional também podem ser fatores precipitantes das crises.

A manutenção do controle da asma reduz o risco de crises e de óbito.

TRATAMENTO

A asma tem um impacto importante na vida dos pacientes, seus familiares e no sistema de saúde. Embora não exista cura, o manejo adequado baseado na parceria médico-paciente pode resultar em controle da doença. Os objetivos do tratamento são:

  • Atingir e manter o controle dos sintomas;
  • Manter as atividades da vida diária normais, incluindo exercícios físicos;
  • Manter a função pulmonar normal ou o mais próximo possível do normal;
  • Prevenir as exacerbações;
  • Minimizar os efeitos colaterais das medicações;
  • Prevenir a mortalidade;
Tratamento não medicamentoso

Para melhorar o controle da asma é importante evitar desencadeantes de crises. Estratégias que comprovadamente melhoram o controle da asma e reduzem a necessidade de medicação são: evitar a fumaça de cigarro; evitar medicações, alimentos e aditivos se forem sabidamente causadores de sintomas e evitar exposição a alérgenos no trabalho. Outras estratégias importantes são medidas de higiene domiciliar para evitar exposição a alérgenos e irritantes.

Tratamento medicamentoso

O tratamento deve ser ajustado de acordo com o estado de controle. A idéia é manter a quantidade mínima necessária de medicações que controlem a doença e evitem as exacerbações. Em caso de crises, medicações de resgate devem estar sempre próximas ao paciente para que o início do tratamento seja precoce e efetivo. Assim se evita idas ao pronto-socorro, internações e se reduz o risco de desfecho desfavorável.

Medicações para o controle da asma

Inalatórias: corticóides Inalatórios (budesonida, fluticasona, ciclesonida), broncodilatadores (formoterol, salmeterol); Por via oral: Montelucaste

Medicações para alívio de sintomas e para tratamento das crises

Inalatórias: Fenoterol, Brometo de ipatrópio, Salbutamol; Por via oral: Prednisona, Prednisolona; Endovenosas: Prednisolona, Hidrocortisona; Outras: Terbutalina, Aminofilina

A Asma é classificada em leve, moderada e grave de acordo com a frequência dos sintomas, limitações físicas, frequência e gravidade das crises bem como alterações da função pulmonar diagnosticada pela espirometria.

O controle da asma deve ser monitorado em intervalos regulares por um médico com base em informações clínicas e funcionais.

Para instruções sobre a forma correta de utilizar os dispositivos inalatórios das diversas medicações, acesse o link abaixo: http://www.incor.usp.br/sites/webincor.15/videos/asma-dpoc/index.html

Fonte: Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma – 2012


 

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